quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ontem choveu um pouco. Bem pouco, é bom que fique claro. Mas foi o suficiente para testar a nova área de lazer e alimentação que a prefeitura de macondo da Bahia está colocando para os seus moradores: mini lagoas. Tanto a pessoa pode praticar salto a distancia, como pode colocar alevinos e praticar pesca esportiva. É por essas e outras que eu odeio essa cidade fodida. Mas sorrio sempre, afinal de contas, eu estou na Bahia, e vou votar no nêgo dágua pra presidente desse feudo. E um aviso: caso tentem me telefonar e eu não atenda é que o meu mega última geração celular paraguaio está com problemas mentais. Trabalha tanto quanto os vereadores ribeirinhos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010


Aqui onde moro é engraçado. Tem uma rua dentro de um buraco. Aliás, onde moro são várias ruas que ficam dentro de buracos. Gosto não, mas estou me acostumando. Porra, se ninguém reclama é porque é bom. Mas não são só os buracos que são adereços na minha cidade, tem também uma polícia truculenta, que entra rasgando na favela e passa tímida e gentil entre os bem nascidos. Outra coisa bonita de ver são os meninos e meninas de rua. Pensei dia desses que eles nem tem mãe nem pai, surgem do nada. Aparecem dos bueiros, se transformam: de caris fedorentos em pequenos e pequenas trombadinhas. Mas tem uma placa em cada entrada “SORRIA, VOCE ESTÁ NA BAHIA”, sorrir de quê cara pálida? Sorrir de quê? Eu vou ali escutar um rock, pra ver se esqueço que toca no rádio uma coisa fétida chamada “lapada na rachada”.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

vote nulo porra!!! não sustente parasitas


Cada deputado federal custa por mês R$ 102,3 mil entre salários e verbas de gabinete. O eleito tem como missão discutir projetos propostos pela União, criar projetos ou alterar as leis existentes, além de fiscalizar todos os atos do poder Executivo.

De acordo com dados divulgados pela ONG Contas Abertas (que utiliza como fonte o Sistema de Acompanhamento dos Gastos Federais) sobre a Câmara Federal, hoje um deputado ganha salário mensal de R$ 12,8 mil. Os 513 parlamentares recebem também verba de gabinete de R$ 50,8 mil mensais, verbas indenizatórias de R$ 15 mil (para hospedagem, combustível e consultorias) e mais R$ 3 mil de auxílio-moradia.

Cada deputado também recebe R$ 4,2 mil para despesas com telefone e postagem de cartas, além de uma cota para cobrir passagens aéreas que varia de R$ 6 mil a R$ 16,5 mil dependendo do Estado de origem.

No ano passado as despesas chegaram a R$ 2,3 bilhões com a Câmara Federal. O gasto seria suficiente para aumentar em oito vezes os investimentos federais em Educação por exemplo.

Atualmente, o Ministério Público investiga supostas fraudes na prestação de contas de alguns deputados.

No caso da Câmara Federal, em Brasília, há dois tipos de sessões: as de debate (que não têm pauta definida) e as deliberativas (que têm pauta). As sessões de debate ocorrem de segunda e sexta-feira. Já as deliberativas são realizadas às terças, quartas e quintas-feiras.

Parlamentares aproveitam a proximidade com o final de semana e emendam as sextas e segundas-feiras para viajarem a suas cidades de origem, o que é amplamente criticado por vários setores da sociedade.

Já no caso do Senado, a realidade não é muito diferente. De acordo com os dados da ONG, todos os anos a União gasta R$ 10,2 milhões para manter os senadores. Quem se eleger este ano como senador se juntará a dois terços da casa que permaneceram (já que desta vez a renovação é de um terço dos senadores) e passará a receber o salário mensal de R$ 12,7 mil. O valor é 14 vezes maior do que o do salário médio do brasileiro. Os parlamentares do Senado também recebem a verba indenizatória de R$ 15 mil para o custeio de viagens, hospedagens e até do material de escritório. No ano passado a União gastou R$ 180 mil apenas com o pagamento de verbas indenizatórias aos 70 senadores.

Os gastos com transporte também ficam por conta do contribuinte. Quem se torna senador tem direito a carro com motorista, 25 litros de combustível por dia, isso corresponde a aproximadamente R$ 66,2 por dia para cada senador, se for considerado o valor médio de R$2,65 o litro da gasolina em Brasília.

Por fim, no Executivo Federal, o salário do presidente da República, o cargo político mais cobiçado do país, é de R$ 8,8 mil.
Fonte(s):
http://www.achetudoeregiao.com.br/salario_deputado.htm

domingo, 29 de agosto de 2010


Quantas palavras serão precisas? PRECISA é uma palavra escrota e desnecessária. Ou ainda: eu nem sei mais. Eu resolvi fazer as malas, me mudar para a terceira cidade. Onde o prefeito é o afeto, ou o afeto é um prefeito. Enfim: na terceira cidade existe uma terceira margem de rio. Que é sempre a melhor. Onde a água é mais fresca, os peixes são lisérgicos, e a música sai redonda das mãos do avatar de sorriso franco. Pablo Suarez? Nada de pablos, nem de Suarez, o nome do cara é Paulo Soares, e ele tem uma pegada invocada. Parece tranqüilo em cima de tablados e palcos de alturas diversas. Destila e desfia versos em cima de ouvidos as vezes omissos, as vezes embotados, as vezes burros mesmo. É verdade, quando a terceira cidade invade a primeira, ou a segunda cidade, aposta na possibilidade de fazer o papel de “cotonete” e limpar o cerôto que vive encruado nas oiças da meninada acostumada a ouvir musica sem letra no encarte. É uma banda. Ou será que são as duas bandas? É como lhe digo meu amigo: eu não sei. Sei que me agrada pra caralho ouvir. É uma banda a ser seguida, oiçada, alçada a um patamar de coisas boas pra se fazer quando o tempo assim estiver disponível. Até porque não chove na terceira cidade, e se chover? Que bom. Que o que se planta tudo dá. Talvez não esteja sendo claro. Talvez seja de propósito. Pra que você fique se perguntando, se for o caso: o que porra é essa? Quem é esse tal de Paulo Soares e a Terceira Cidade? Aí meu camarada, o papo é reto: escute. Escute. Você vai terminar se mudando pra terceira cidade.