
Quantas palavras serão precisas? PRECISA é uma palavra escrota e desnecessária. Ou ainda: eu nem sei mais. Eu resolvi fazer as malas, me mudar para a terceira cidade. Onde o prefeito é o afeto, ou o afeto é um prefeito. Enfim: na terceira cidade existe uma terceira margem de rio. Que é sempre a melhor. Onde a água é mais fresca, os peixes são lisérgicos, e a música sai redonda das mãos do avatar de sorriso franco. Pablo Suarez? Nada de pablos, nem de Suarez, o nome do cara é Paulo Soares, e ele tem uma pegada invocada. Parece tranqüilo em cima de tablados e palcos de alturas diversas. Destila e desfia versos em cima de ouvidos as vezes omissos, as vezes embotados, as vezes burros mesmo. É verdade, quando a terceira cidade invade a primeira, ou a segunda cidade, aposta na possibilidade de fazer o papel de “cotonete” e limpar o cerôto que vive encruado nas oiças da meninada acostumada a ouvir musica sem letra no encarte. É uma banda. Ou será que são as duas bandas? É como lhe digo meu amigo: eu não sei. Sei que me agrada pra caralho ouvir. É uma banda a ser seguida, oiçada, alçada a um patamar de coisas boas pra se fazer quando o tempo assim estiver disponível. Até porque não chove na terceira cidade, e se chover? Que bom. Que o que se planta tudo dá. Talvez não esteja sendo claro. Talvez seja de propósito. Pra que você fique se perguntando, se for o caso: o que porra é essa? Quem é esse tal de Paulo Soares e a Terceira Cidade? Aí meu camarada, o papo é reto: escute. Escute. Você vai terminar se mudando pra terceira cidade.
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